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sábado, 20 de abril de 2013

ME SEPAREI POR AMOR E AINDA ACREDITO EM UM FINAL FELIZ PARA NOSSA HISTÓRIA

“Me separei por amor e ainda acredito em um final feliz para nossa história”

Mãe de três filhos, pós-graduada e apaixonada por um dependente químico, Polyana diz ter aprendido amar o próximo como ama a si

Polyana, pela segunda vez, é paciente secundária da dependência química. A primeira ela experimentou no papel de filha: “Aos 16 anos, meu pai morreu de overdose”.
A segunda, ainda está em curso. O marido, pai de dois dos seus três filhos, está internado para tratar o uso compulsivo de crack e cocaína.

Na primeira experiência, ela não compreendeu que o próprio comportamento poderia ser nocivo e precisava ser tratado. Agora, aos 35 anos, entende o conceito de codependente e diariamente comprova que o amor que sente pelo marido não pode ser transformado em ingrediente para a doença dele ou em gatilho para a ansiedade e depressão dela.

Hoje ela prepara o segundo livro sobre o assunto, com a experiência do blog "Amando um dependente químico". Todas as obras foram assinadas com o pseudônimo Polyana.
“Ainda acredito em um final feliz para a nossa história e esse otimismo que me persegue é muito 'poliano'”, diz ela, em referência ao romance infanto-juvenil do início dos anos 80, que acabou transformando o nome da protagonista em sinônimo para visão otimista.
“Sou formada, pós-graduada e casada com um dependente químico. É um problema que pode acontecer com qualquer um. Entendi que os dias de dores podem ser seguidos por dias de superação”, diz ela, que mora em Brasília e hoje trabalha para ajudar pessoas com histórias parecidas. Leia a entrevista.

A história com o seu pai, de alguma forma, interferiu na história com o seu marido?
Polyana: De alguma forma, acredito que sim. Meu pai usou droga dos 17 aos 51 anos, idade em que morreu por causa de uma overdose. Eu cresci vendo um pai alienado, depois alucinado e depois ausente. Não tinha uma noção exata, mas de certa forma avalio que esta experiência criou em mim uma tolerância às drogas. Ficou marcado em mim que tudo que eu não pude fazer por ele eu faria por outra pessoa. Tanto que conheci meu marido em um bate-papo virtual e desde o primeiro momento ele me disse que era usuário de cocaína. Eu morava em Brasília e ele nos Estados Unidos. Uma das primeiras perguntas que fiz foi se ele tinha algum vício. A resposta afirmativa poderia ter afastado outra pessoa, mas em mim despertou a curiosidade de saber mais sobre aquela história. Hoje tenho a certeza que já era o meu comportamento codependente, essa necessidade de salvar. Nos falávamos diariamente, por telefone, e surgiu algo mais. Óbvio que não era por causa da droga. Ele é admirável, inteligente, parceiro. Nos conhecemos em julho, em dezembro eu estava desembarcando nos Estados Unidos. Na minha cabeça, eu imaginava que o amor seria suficiente para tirá-lo do mundo das drogas.
 
E quando veio a constatação de que seu amor não era suficiente, como você ficou?
Polyana: Foram dias, anos, de muita culpa e frustração. Nos primeiros três anos, eu não sabia o que era codependência. Achava que todo o meu sofrimento era por culpa da dependência dele e não me dei conta que parei de viver. Vivia para isso. Ele passava momentos sem usar drogas e outros usando muito e quando vinham as recaídas eu pensava o que eu tinha feito de errado. É um peso nas costas. A gente não sabe que precisa de ajuda também. A vida fica parada, milimetricamente controlada, em sobressalto. ‘Será que se eu não fizesse aquela cara feia, ele não teria recaído?’ é só um exemplo dos pensamentos que eu tinha com frequência.

Quando você conseguiu mudar de postura?
Polyana: É uma luta diária. Eu amo o meu marido e há três semanas o deixei, por amor. Buscando ajuda para mim, compreendi que o impedia de arcar com as consequências do uso de droga pois assumia todas as consequências como falhas minhas. É uma postura doentia que atrapalha dos dois lados. Para um codependente, dizer não é mais difícil do que dizer sim e com isso você vai tolerando comportamentos abusivos. Do outro lado, o dependente também vai repetindo as condutas de abuso por não enxergar as consequências. É uma falsa cumplicidade que afunda os dois lados.

Neste processo, como ficaram seus três filhos?
Polyana: Tenho dois filhos com ele, um de 3 anos e um mais novo, de 1 ano. E uma menina mais velha, de 11 anos, de outro relacionamento. A mais velha já foi deixada de lado no início e, certa vez, em um dos grupos de apoio, me perguntaram se seria preciso ela começar a usar drogas também para ganhar a minha atenção. Minha ficha caiu. Separei o papel de esposa do papel de mãe. Meus outros filhos foram muito desejados e gerados em períodos de abstinência, em que eu já havia começado a estudar e a fazer tratamento para a codependência. A decisão atual de me separar foi por causa deles. Pela primeira vez, meu marido colocou em risco meus filhos e os levou, junto com ele, para comprar drogas. Não tolerei e me afastei. Ele procurou uma clínica e está internado. Eu ainda espero um final feliz para a nossa história, mas sei que ele é responsável pela própria recuperação.

Você não teve medo de ficar ainda mais culpada por causa do afastamento, com a sensação de que estava abandonando o pai dos seus filhos?
Polyana: Estudando codependência a gente se dá conta de uma coisa. Você conhece um ser humano, um só, que diz: olha, eu resolvi procurar ajuda porque a minha esposa me apoia demais’? Eu nunca vi e conheço milhares de dependentes. Estudá-os virou minha profissão e hoje como funcionária pública da secretaria de Justiça desenho projetos que foquem nas famílias. A recuperação deles não está nas nossas mãos. Tirar a culpa da costas não é uma opção egoísta. É amar o próximo como amar a si e isso quem prega não sou eu. Permitir que o dependente químico arque com as consequências é o único caminho para recuperação dele.

Você descobriu como cuidar de si sem abrir mão do apoio familiar, tão lembrado pelos psiquiatras como aspecto importante na recuperação do doente?
Polyana: Sou contra o abandono. Como eu apoio? Busquei ajuda para mim. Nos grupos a gente aprende a lidar com essas pessoas e entende que elas precisam de limites. Deixar que eles tenham responsabilidades é a forma mais eficaz de dizer que você confia nele pois acredita que ele é capaz. Fazer por ele é, indiretamente, dizer que ele não é capaz de fazer sozinho.

Você chegou a adoecer?
Polyana: A gente sempre adoece. Tive tremores, dor de cabeça, insônia, ansiedade e depressão. Parei minha vida. Se não me tratasse, não estaria inteira para este processo de recuperação que meu marido inicia. Sou mãe, apaixonada, mas sou mulher, tenho minhas vontades e meus sonhos. Se os projetos cuidassem mais das famílias, incentivando e orientado condutas assertivas, tenho certeza de que o número de finais felizes seria maior.

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-17/me-separei-por-amor-e-ainda-acredito-em-um-final-feliz-para-nossa-historia.html
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

ASSUMIR QUE O FILHO É DEPENDENTE QUÍMICO É A PIOR COISA PARA UMA MÃE

“Assumir que o filho é dependente químico é a pior coisa para uma mãe”

Luisimar Alvares há 13 anos convive com um filho viciado, hoje em recuperação. Ela conta como a mudança de postura resultou em uma nova forma de encarar as drogas

Professora de adolescentes em Campinas (interior de SP), Luisimar Alavres encarava as drogas “como um problema dos outros” até encontrar maconha nas coisas do filho. Achou que era uma fase e que iria passar.
Foram 13 anos convivendo com os mais variados tipos de entorpecentes – crack, cocaína, ecstasy – e com a sensação de que só ela salvaria o filho.
“Dei espaço para o meu filho ser protagonista da própria recuperação”, diz ela, sobre a principal lição que aprendeu nos grupos terapêuticos que acolhem parentes dos dependentes químicos enquadrados no conceito de codependentes.
Hoje ela é voluntária do Amor Exigente (o principal grupo brasileiro voltado às famílias), continua dando aulas e vive o “só por hoje”, ensinamento vital para quem usa drogas e para quem ama e convive com um usuário.
Luisimar define um dia perfeito, como aquele que tem 24 horas “sem conflitos” ou “com conflitos solucionados” em 24 horas e agradece por ter se livrado do sabor “amargura” que tinha na boca quando contava a própria história. “Tenho orgulho da pessoa melhor que me tornei”.

Como você percebeu que a droga fazia parte da sua família?
Luisimar: Sou professora de português e as drogas sempre fizeram parte da temática das minhas aulas. Por estudar o tema, parecia que eu tinha uma imunidade a este problema. Foi então que meu filho, quando estava no 3º ano do ensino médio, começou a mudar de comportamento, ficou diferente, repetiu de ano. Eu só tinha visto droga em fotografias e achei um ‘matinho’ estranho nas coisas dele. Não reconheci na hora. Levei a uma delegacia próxima de casa e disseram que era maconha. No primeiro momento, não achei que era grave e aí os problemas começaram. Tinha certeza de que era uma fase, que iria passar. Ele tinha 16 anos. Hoje tem 29. Treze anos depois, ainda não passou. Maconha, cocaína, crack, ecstasy, tudo que você pode imaginar, passou na vida do meu filho e também fez parte da minha vida.

Quando você percebeu que o seu comportamento com ele precisava mudar?
Luisimar: Desde o início, eu frequentei grupos de pais e familiares de dependentes químicos, nas reuniões do Amor Exigente. Mas não me reconhecia naquele ciclo da droga, não sentia que participava ativamente da dependência do meu filho. Caí no jogo da culpa e, de forma inconsciente, o meu comportamento alimentava o comportamento do meu filho e vice-versa. Você passa a ser feliz só quando ele é feliz. Eu passei a querer tomar atitudes por ele. Fiquei com a sensação de que eu, só eu, era capaz de salvá-lo. Mas quando você olha a dependência de dentro do olho do furacão, um ponto crucial passa despercebido: o dependente químico, sem perceber, busca o conflito para justificar o uso de drogas. Então, por mais que eu me esforçasse para fazer da minha casa um ambiente de paz, do nada, uma briga explosiva acontecia.
Eu achava que a solução e o controle estavam nas minhas mãos. A sensação era a mesma de apertar uma gelatina. E essas tentativas frustradas de manter uma paz falsa, frágil, só me davam culpa. Passei a atender a todas as vontades do meu filho. Quando ele se trancava no quarto, achava que ele estava seguro e quase não respirava na sala. Levantava 200 vezes, encostava o ouvido na porta para sentir que estava tudo bem. Então, vinha o vendaval violento. Ao meu filho, a mensagem era de que ele tinha a justificativa que queria para sair de casa e passar dias e dias sem aparecer, só usando drogas. A mim, restavam a culpa e a falsa ideia de que, em uma próxima vez, eu faria diferente e a briga não aconteceria.

A sensação de culpa também atrapalhava a consciência de que você precisava mudar?
Luisimar: Assumir que o filho é dependente químico é pior coisa para uma mãe. É uma doença considerada um problema de caráter. Se ele tem rinite, todo mundo protege. Quando é usuário de droga, não há a compreensão de que se trata de uma doença. Trata-se como uma falha pessoal, da criação. A negação é o primeiro passo e eu fiz coisas horríveis, como ir até a casa de um amigo dele e aos berros dizer para a outra mãe que ela era responsável por tudo de ruim que tinha acontecido com o meu filho. Foi quando esgotei as minhas possibilidades que entendi que não dependia de mim. Ao contrário. Se ele não tivesse o papel principal no processo de recuperação dele, não iríamos sair do lugar. A codependencia, um termo que eu só aprendi depois, exacerba o amor e você fica cega. Você tem recaídas igual ao usuário de droga. É preciso entender quais são os limites e esse entendimento é doloroso, mas também libertador.

Isso significa que você precisou se afastar do seu filho?
Luisimar: Quando os problemas com as drogas agravaram, eu tinha acabado de separar do meu marido. Meu filho foi para a internação compulsória (contra a vontade do usuário) e é uma sensação horrível. Você se sente sozinha, culpada. Ele saiu da primeira internação e voltou para as drogas. Desde então, foram repetidas idas e vindas. Não digo que me afastei, mas precisei mudar de postura. Aprendi a dizer e a entender que ou ele mudava de comportamento ou ele mudava de casa. Isso porque, em meio às chantagens, ele me dizia que se eu o deixasse fumar maconha dentro de casa, ele não iria mais embora. Não cedi. E defini o que queria para dentro da minha casa. Ele foi internado quatro vezes e nenhuma deu certo porque, em todas, ele havia decidido pelo tratamento por minha causa e não por causa prória. Quando eu e o pai dele deixamos espaço para ele ser protagonista da própria história, a coisa mudou de figura.

Seu filho está limpo (sem usar drogas) há 10 meses. Honestamente, você voltou a confiar nele?
Luisimar: Eu confio na minha postura e sempre quando entendo ser cabível dou um voto de confiança a ele. Sei que ele esta se segurando, está apaixonado, resolveu morar com uma moça e tenho orgulho da vida com limites que ele leva agora. Mas também não sou ingênua e sei da dificuldade que ele tem de se organizar a longo prazo. Não é falta de confiança, mas não me frustro mais quando ele planeja, por exemplo, pagar uma conta em 10 prestações e lá na quarta ou quinta acaba recorrendo à minha ajuda porque se atrapalhou. Um dia de cada vez. Para ele e para mim.

O seu amor por ele mudou?
Luisimar: Fragilidade amorosa eu não tenho mais, mas meu filho é o maior amor que eu sinto no mundo. A passionalidade eu perdi e ele compreende isso. Ele me reconhece como alguém segura, autônoma, sabe que pode contar comigo, sabe do meu amor e sabe que por ele eu me obriguei a ser uma pessoa melhor. O fato dele ter me tirado o chão fez com que eu buscasse um solo mais forte, menos arenoso. Meu filho sabe que para conviver com isso ele não pode me ferir. Eu não sinto mais um sabor amargo na minha boca ao contar essa história.

Você chegou a adoecer fisicamente nesse período?
Luisimar: Dizer que não é mentira. Eu somatizo problemas na boca e na garganta, ranjo os dentes. É uma transferência inevitável. Você assiste o outro doente e quer adoecer também. Eu me sentia mal por estar bem. Viajar foi algo que eu nunca deixei de fazer, mesmo nos momentos mais turbulentos. Durante os trajetos, tinha crises de dores incríveis que agora são controladas. O “decolar” era complicadíssimo, ainda é. Mas é o meu prazer, momento em que eu relembro de cuidar de mim. Uma vida boa, que valoriza as pequenas coisas, é o maior presente que só eu posso me dar.

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-17/assumir-que-o-filho-e-dependente-quimico-e-a-pior-coisa-para-uma-mae.html
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

ME SENTIA TAO SOZINHA E ABANDONADA QUE ACABEI ADOECENDO TAMBÉM

O pai de Isabella Moraes usou crack por 20 anos e ela desenvolveu anorexia e depressão. ‘Diziam que eu tinha de superar por ser rica e bonita’


Isabella Moraes é filha de um dependente químico em recuperação e quer mostrar que as drogas afetam inclusive as famílias ricas

Isabella, 37 anos, é herdeira de uma família de ricos empresários do Rio de Janeiro. Filha mais velha de João Flávio de Moraes, que já chegou a ocupar o posto de dirigente do poderoso grupo Supergasbras, ela diz ter pagado com a própria saúde o preço da história familiar ter o crack como um dos “longos capítulos”.

João Flávio usou a pedra por 20 anos e perdeu amigos e prestígio durante as compulsivas pitadas. Isabella assistiu a tudo.
“Me sentia tão sozinha e abandonada que acabei adoecendo também”, diz Isabella Moraes, que desenvolveu o transtorno alimentar chamado anorexia e a depressão, como uma espécie de “pedido de socorro” para ser vista pelos pais.
Sobrevivente da chamada codependência, ela diz estar em constante recuperação neste período de quase 8 anos em que o pai não tem mais recaídas nas drogas. Reuniu a experiência no livro “Agora é viver”, lançado no próximo dia 18 pela editora Rocco.
Nem todos da família gostaram da exposição da trajetória familiar (o pai é um dos apoiadores), mas Isabella avalia que trazer o assunto é uma forma de alertar que dinheiro não é vacina contra a dependência química.
 
“Também quero abordar o papel da família, a importância do cuidado dos parentes e não só dos dependentes químicos. Cansei de ouvir que eu tinha de superar (a depressão e a anorexia) por ser rica e bonita”, conta ela.

Cursando jornalismo e dividindo a experiência no blog “Somos todos iguais”, ela afirma que o sonho é se tornar uma porta-voz da causa. Leia a entrevista.

Você também adoeceu por causa do crack usada pelo seu pai sem nunca ter usado nenhum tipo de droga?
Isabella Moraes: Claro. Por causa da desestruturação familiar que eu vivi me sentia tão sozinha e abandonada que acabei adoecendo também, ainda muito pequena. Os filhos pagam o preço pelo uso de droga pelo pai ou pela mãe. Não há como uma criança crescer saudável em um lar onde não existem limites e o amor é dado de maneiras estranhas. Altos e baixos, cenas de uso de drogas, medos, assistir ao pai alterado... Isso não é ambiente para se viver, não é mesmo? Hoje, vejo que era o meu inconsciente querendo dizer aos meus pais: olhem, estou ficando doente, cuidem de mim...Hoje estou curada da anorexia e da depressão e após muita luta tenho uma vida feliz e saudável ao lado do meu filho.

As pessoas ainda ficam surpresas quando se deparam com histórias de famílias que, mesmo abastadas financeiramente, acabam envolvidas com drogas. Por que você acha que isso acontece?
Isabella Moraes: Porque as pessoas em geral não tem a menor noção de que entrar para o mundo das drogas não é uma questão de escolha e, sim, uma fraqueza. Uma fraqueza forte. A pessoa experimenta droga como se fosse tomar um remédio para aliviar a dor. Só que se ela for dependente química, pode acabar se viciando e aí o caminho muitas vezes é sem volta. Não é porque uma pessoa é rica ou bonita que ela é feliz. Se ela procurou as drogas, tenha certeza, ela apenas buscou preencher um vazio. Dizer ou acreditar que quem usa droga é um sem-vergonha é um preconceito muito triste. Eu sei que existe de tudo, mas hoje sei que muitas vezes o doente cai no ciclo do vício sem perceber o mal que provoca. Falta muito conhecimento sobre este tema no Brasil.

Você já sentiu raiva do dinheiro que tinha?
Isabella Moraes: Sim, várias vezes. Hoje vejo o dinheiro como uma necessidade para viver bem e educar meu filho. Claro que dinheiro é bom. Mas não é a receita para a felicidade, posso dizer isso com toda a certeza. A receita para a felicidade é encontrar o seu eu e aceitar-se como é. Assim se sentirá livre para viver como quer, sem se preocupar com o julgamento dos outros. É dessa forma que vivo hoje.

Recentemente, tivemos o caso do cantor Chorão, que morreu de overdose. A mulher dele foi muito cobrada por ter se distanciado quando o uso da droga pelo cantor ficou mais intenso. Você também sentiu, de alguma forma, a cobrança por ser filha de um dependente químico?
Isabella Moraes: Meus irmãos, minha mãe e eu nunca nos distanciamos de meu pai. Até hoje cuidamos dele e estamos sempre com ele. Talvez se tivéssemos nos distanciado ele poderia ter acordado antes e, quem sabe, teria melhorado. Não há regras. Ele é uma pessoa maravilhosa que foi vítima do crack e da falta de limites. Tive cobranças dentro de casa sim. Diziam: ‘Isabella você é a filha mais velha, você tem que cuidar, salvar o seu pai’. Escuto isso desde pequena. Era um peso para mim, pois eu realmente acreditei que meu papel era cuidar de todos. Chegou uma hora em que, por amor a mim e por amor ao meu filho, saí de casa e fui cuidar de nós. Ainda estou correndo atrás do tempo que perdi não cuidando de mim. Estou recolhendo os meus caquinhos.

Você perdoou seu pai? Foi difícil este processo? Tem algo que ainda machuca?
Isabella Moraes: Sim, perdoei. Consegui perdoar, pois hoje tenho a clareza de que o estrago que ele fez não foi proposital. Ele é um homem bom, que ama seus filhos. Ele foi fraco, caiu em uma cilada, seus pais não deram limites. O processo de perdão foi difícil e ainda é. Um dia de cada vez. Mas eu amo tanto ele que isso se torna mais fácil. Tem muitas coisas que ainda me machucam. Mas hoje tenho a maturidade para lidar com a dor e os traumas que ainda carrego.

Você vai lançar um livro contando a sua história, uma exposição que não foi bem aceita por parte de seus familiares. Quem da sua família é contrário ao livro e por que você acredita que a exposição pode trazer benefícios?
Isabella Moraes: Minha família é maravilhosa mas muitos ainda não superaram os traumas e, por isso, não aceitam essa exposição, o que eu entendo. Não tem nada sendo revelado por mim. O estrago foi feito há anos. Agora, estou apenas contando minha história, como eu vivi isso e, principalmente, como consegui superar. Vou, inclusive com meu livro, redimir minha família. Acredito que os benefícios serão grandes. Quem tem esses problemas psíquicos sempre tem vergonha de se expor.

O nome do seu livro é "Agora é viver", uma historia de codependência. Quando você acha que se sentiu pronta para a vida?
Isabella Moraes: Acredito que desde que meu filho nasceu . Ele foi crescendo e eu também. João Flavio, meu filho (16 anos), me deu força, coragem e me ensinou o que é o verdadeiro amor. Hoje aos 37 anos e após muitas lutas me sinto preparada para apenas viver. Ser feliz e cuidar de mim.

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-17/me-sentia-tao-sozinha-e-abandonada-que-acabei-adoecendo-tambem.html
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

SEM NUNCA USAR CRACK, FAMILIARES ADOECERAM POR CAUSA DA DROGA

Sem nunca usar crack, elas adoeceram por causa da droga

Filha, mãe e mulher de dependentes químicos, Isabella, Lusimar e Polyana personificam a doença que afeta os parentes dos usuários

Na órbita da dependência química estão pais, mulheres, maridos, irmãos, amigos e filhos. Pessoas que adoecem, mesmo sem estarem mapeadas pelas pesquisas que quantificam usuários de drogas. A estimativa dos estudiosos é de que para cada pessoa no alvo direto das drogas, são nove afetados de forma secundária.
Só para o crack, em uma matemática simples, chega-se a 9 milhões de adoecidos. Isso porque, segundo levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o Brasil concentra 1 milhão de viciados nos efeitos tóxicos da pedra.

Isabella Moraes, 37 anos, Lusimar Alvares, 62 anos e Pollyana A.D, 35, são exemplos de pacientes que adoeceram sem nunca terem usado o cachimbo. Em ordem, são filha, mãe e mulher de usuários em recuperação, que acabaram deprimidas, ansiosas e com dores crônicas, transtornos desencadeados pela dependência química de seus entes queridos.
Segundo Carlos Ribaldo, presidente da Federação Brasileira Amor Exigente – entidade que reúne os mais de 50 grupos terapêuticos focados em familiares de dependentes químicos – não tratar e acolher esta população chamada “codependente” é errar duplamente:
“Primeiro, porque as famílias sofrem e acabam excluídas de um tratamento”, afirma Ribaldo. “Depois, e o mais importante, é que os familiares são peças decisivas na recuperação do dependente químico. Apoiar não significa ficar ao lado incondicionalmente, muitas vezes alimentando de forma inconsciente o comportamento compulsivo do dependente químico”, avalia.
“Não orientar as famílias é ajudar a manteros resultados ainda muito modestos (menos de 40%) de recuperação dos dependentes químicos.”
As três co-dependentes, depois que descobriram o que é ser codependente, confirmam a avaliação de Carlos Ribaldo. Em entrevista, contaram como mudaram de postura e sobreviveram à dependência química indireta.
Acompanhe as entrevista a partir de amanhã aqui no blog.

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-17/sem-nunca-usar-crack-elas-adoeceram-por-causa-da-droga.html
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domingo, 14 de abril de 2013

SAIBA COMO O ÁLCOOL AFETA O CORPO

Saiba como o álcool afeta o corpo

Além dos efeitos já conhecidos, o consumo excessivo gera problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade

Os efeitos do consumo do álcool a curto prazo são conhecidos: ressacas, cansaço, má aparência. A longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e cirrose hepática, entre outras.
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Álcool: não há dose segura de consumo, dizem especialistas
Pesquisas também associaram o consumo de álcool em doses elevadas à problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade. Entretanto, estudos também concluíram que, ingerida com moderação, a substância pode ter um efeito benéfico, ajudando a proteger o coração ao elevar os índices de bom colesterol no organismo e impedir a formação de coágulos sanguíneos.
As mensagens são contraditórias, levando especialistas ouvidos pela BBC a recomendar que as autoridades sejam mais claras em suas campanhas de conscientização. Não existe nível absolutamente seguro de consumo de álcool, dizem. Mas se você quer beber, não exceda 21 unidades por semana para homens e 14 unidades por semana para mulheres.

Problemas cardíacos e câncer
A ingestão de mais de três copos de bebida alcoólica por dia prejudica o coração. O consumo excessivo, especialmente a longo prazo, pode resultar em pressão alta, cardiomiopatia alcoólica, falência cardíaca e AVCs, além de aumentar a circulação de gorduras no organismo.
As associações entre o consumo de álcool e o câncer também são bastante conhecidas. Um estudo publicado no British Medical Journal no ano passado concluiu que o consumo de álcool provoca pelo menos 13 mil casos de câncer por ano na Grã-Bretanha, nove mil em homens e quatro mil em mulheres.
O efeito negativo do álcool para a saúde em geral pode estar associado a uma substância conhecida como acetaldeído – produto em que o álcool é transformado após ser digerido pelo organismo. Essa substância é tóxica e experimentos demonstraram que ela danifica o DNA. O cientista KJ Patel, que trabalha no laboratório de biologia molecular do Medical Research Council, na Grã-Bretanha, vem pesquisando os efeitos tóxicos do álcool.
"Não há a ocorrência de uma célula cancerosa a não ser que o DNA seja alterado. Quando você bebe, o acetaldeído está corrompendo o DNA da vida e colocando você no caminho para o câncer".

Imunidade e fertilidade
Um relatório publicado recentemente na revista científica Bio Med Central (BMC) Innunology revelou que o álcool afeta a capacidade do organismo de combater infecções virais. E estudos sobre fertilidade indicam que mesmo o consumo moderado da substância diminui a probabilidade de uma mulher conceber. Nos homens, o consumo excessivo diminui a qualidade e quantidade de esperma.
KJ Patel acaba de completar uma investigação sobre os efeitos tóxicos do álcool sobre ratos. Seu estudo indica que uma única dose excessiva de álcool durante a gravidez pode ser suficiente para provocar danos permanentes sobre o genoma do feto. A Síndrome Alcoólica Fetal, segundo Patel, "pode resultar em crianças com danos sérios, nascidas com anomalias na cabeça e face e com deficiências mentais".

Fígado
O médico Nick Sheron, que comanda a unidade de fígado do Southampton General Hospital, na Inglaterra, disse que os mecanismos por meio dos quais o álcool prejudica o organismo não são claros.
"A toxicidade do álcool é complexa, mas sabemos que há um relacionamento próximo e claro".

Quanto maior a ingestão semanal, maior o dano ao fígado e esse efeito aumenta exponencialmente em alguém que bebe de seis a oito garrafas de vinho – ou acima disso – nesse período. Segundo Sharon, nas últimas duas ou três décadas, houve um aumento de 500% no número de mortes por doenças do fígado na Grã-Bretanha. Dessas, 85% foram provocadas pelo álcool. O ritmo desse crescimento começou a diminuir, mas muito recentemente.
"O álcool tem um impacto maior sobre a saúde do que o fumo porque ele mata em uma idade menor". Segundo o especialista, doenças do fígado provocadas pelo consumo de álcool matam por volta dos 40 anos de idade.

Álcool x heroína, crack e cocaína
O consumo de álcool é, cada vez mais, um problema de saúde pública. No início do ano, o serviço nacional de saúde britânico, NHS, anunciou que internações associadas ao consumo de álcool na Grã-Bretanha atingiram nível recorde em 2010. Houve mais de um milhão de internações, em comparação com 945.500 em 2008-2009 e 510.800 em 2002-2003. Quase dois terços dos pacientes eram homens.
Saiba mais sobre o abuso de álcool
Segundo a entidade beneficente britânica Álcool Concern, há estimativas de que o número de internações possa alcançar 1,5 milhão por volta de 2015. Quando são considerados os perigos para o indivíduo e a sociedade como um todo, o álcool é mais prejudicial do que drogas como a heroína e o crack – concluiu um estudo publicado no ano passado na revista científica The Lancet.
O estudo, feito pelo Comitê Científico Independente sobre Drogas, órgão científico independente que estuda as drogas e seus efeitos, concluiu também que o álcool é três vezes mais prejudicial do que a cocaína e o tabaco porque é usado de forma muito mais ampla.

Consumo recomendado
A diretora de pesquisas do Institute of Alcohol Studies, Katherine Brown, disse que as orientações atuais sobre o consumo de álcool e a forma como essas diretrizes são comunicadas à população podem estar contribuindo para a desinformação do público.
"Precisamos ser cuidadosos quando sugerimos que existe um nível 'seguro' de ingestão. Na verdade, precisamos explicar que existem riscos associados ao consumo do álcool e que quanto menos você bebe, menor seu risco de desenvolver problemas de saúde".
Para a especialista, é preciso mudar a percepção de que "beber regularmente é uma prática normal e livre de riscos".
O médico Nick Sheron concorda. "Não existe um nível seguro. As pessoas apreciam um drinque, mas precisam aceitar que existem riscos e benefícios".

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/saiba-como-o-alcool-afeta-o-corpo/n1597255857855.html
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sábado, 13 de abril de 2013

EXEMPLO FAMILIAR É CRUCIAL PARA DESENCADEAR DA DEPENDÊNCIA

O DNA do alcoolismo dos jovens

Mais do que genética, o exemplo familiar é crucial para desencadear a dependência em crianças e adolescentes

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Exemplo dos pais é crucial para definir comportamento dos filhos com o álcool, dizem especialistas
Não são as chamadas “más companhias”, os mais velhos da escola ou os primos de segundo grau. A principal ponte entre o álcool e os adolescentes são os pais. Mais do que genes ruins ligados ao alcoolismo, o exemplo é a herança familiar mais importante para culminar em um consumo problemático de bebidas alcoólicas pelas crianças.
As pesquisas nacionais e internacionais já confirmaram o peso da influência da família neste processo. Três em cada dez adolescentes que admitiram consumir algum produto etílico apontaram a própria casa como local da experimentação, atestou pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que traçou o perfil de consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes no Brasil.
O índice de 31% encontrado nesta parte do estudo é mais do que o dobro do segundo lugar no ranking de responsáveis pela oferta de álcool: “os amigos” dos jovens pesquisados somaram 15%. Não são conclusões solitárias no meio científico. A última edição dos Cadernos de Saúde Pública, publicada no início do mês, traz dados inéditos de 11 anos de acompanhamento de todas as 4.452 crianças que nasceram em 1993 na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

No recorte sobre o uso de álcool, os pesquisadores ligados a três universidades detectaram que 17,5% daquela população já havia usado álcool, sendo 5% antes dos 9 anos. Renda familiar, escolaridade, repetência de ano, cor da pele, necessidade de trabalhar fora de casa não influenciaram estatisticamente neste uso precoce.
A prevalência foi maior em três situações. Em primeiro lugar, adolescentes de mães beberam durante a gravidez mostraram risco 60% de consumir álcool. Em segundo, filhos de pais consumidores de álcool (ambos) tiveram risco aumentado em 42%. E por último, crianças que naquela faixa etária já haviam experimentado cigarro pontuaram 2,7 vezes mais na escala de uso de álcool.
Conclusões como estas conduziram os especialistas a pesquisar como os pais deve apresentar o álcool aos seus filhos, sendo esta uma das estratégias, inclusive, para prevenir dependências futuras.

Manual para crianças
“Os educadores têm um bordão que cai como luva para a questão do álcool e outras drogas. Antes do seu filho escutar seus conselhos, ele enxerga o que você faz”, afirma o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, especialista em dependência química da Associação Brasileira de Psicanálise, da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre e da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas.

Não é apenas o uso nocivo dos adultos que pode ser decisivo para a criança, acreditam os especialistas. A embriaguez constante dos adultos, as doses exageradas antes de dirigir ou a agressividade potencializada pela bebida são consideradas um exemplo tão ruim como o hábito de beber uma taça de vinho ou um copo de uísque, por exemplo, após um dia de trabalho intenso, depois de uma briga ou em uma situação de frustração. A mensagem de que o álcool conforta e faz companhia pode ser igualmente perigosa.
Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos para Álcool e Outras Drogas (Abead), acrescenta que mesmo em situações em que o álcool é consumido de maneira harmoniosa – em datas comemorativas ou reuniões familiares – é função dos pais apresentarem a bebida como um componente exclusivo do universo dos adultos. “De forma muito parecida como as questões do dirigir automóveis, pornografia ou sexo são tratadas”, compara o especialista.
Dartiu Xavier, especialista em dependência química pela Unifesp e autor do manual “Como falar de drogas com o seu filho” da Associação Paulista de Medicina – avalia que as informações sobre o que é, o que causa, que gosto tem o álcool devem ser passadas às crianças na medida em que as perguntas surgem, independentemente da idade. “Claro que é diferente falar com alguém de seis anos e com um jovem de 15, mas a disposição em esclarecer e interagir sempre deve ser presente”, afirma.

Cérebros em formação
Lidar com esta curiosidade infantil tem como um dos desafios a imaturidade do cérebro. Segundo o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, até os 23 anos de idade o cérebro ainda não está completamente “maduro”. “A primeira região que fica pronta é a do impulso, uma das explicações para os adolescentes serem tão impulsivos”, explica. A última, chamada de córtex frontal, é responsável pelo discernimento.”
Estas constatações da neurociência fazem com que Ramos e o presidente da Abead tenham convicção que o álcool só deve ser consumido ou experimentado após os 18 anos, idade definida pela lei brasileira como mínima para o consumo (em alguns estados norte-americanos só é permitido beber após os 21 anos). “Temos indícios fortes o suficiente para afirmar que quanto mais cedo o contato com o álcool, maior o risco da dependência se instalar, independentemente da influência genética”, diz Carlos Salgado.
Por conta disso, Salgado e Ramos são categóricos: quando os filhos pedem para experimentar um pouco da bebida alcoólica dos pais e resposta deve ser sempre não.
Já Dartiu Xavier acredita que a oferta de um golinho, no copo do adulto responsável, pode ser uma forma de “aplacar a curiosidade sem maiores danos”, desde que o comportamento desta criança ou adolescente com a bebida seja constantemente acompanhado. “Pedir um gole sempre que vê os adultos bebendo, apresentar sinais de embriaguez ou consumir álcool diariamente são sinais que não podem ser ignorados”, complementa.
O Centro de Informação sobre o Álcool (Cisa) em seu manual sobre “como falar de álcool com seus filhos” afirma: “alguns pais acham melhor oferecer um pouco de bebida alcoólica ao filho durante um jantar em família ou em ocasiões especiais (com o intuito de evitar que o filho beba escondido). Qualquer que seja a sua decisão, o abuso de álcool não deve ser tolerado em circunstância alguma. Isto se aplica ao seu filho e a você.”

Sérgio de Paula Ramos avalia que o momento de falar de bebidas com a criança pode ser uma excelente oportunidade de perguntar ao próximo o que ele pensa sobre seu próprio hábito de beber. “É a ferramenta mais eficiente para saber se há um comportamento nocivo. Pergunte à sua mulher ou marido, ou ao irmão o que ele acha sobre o seu padrão de consumo e questione se você já provocou constrangimentos ou não. Será um termômetro das mensagens que têm sido passadas ao seu filho.”

Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/o+dna+do+alcoolismo+dos+jovens/n1237827564803.html
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