E-mail:

. SE VOCÊ PRECISA DE AJUDA COM DROGAS OU TEM DÚVIDAS, ESCREVA PARA drogas_precisodeajuda@hotmail.com

sexta-feira, 20 de março de 2020

TRATAMENTO DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA

O tipo de ajuda mais adequado para cada pessoa depende de suas características pessoais, da quantidade e padrão de uso de substâncias e se já apresenta problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrentes desse uso.
A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticada, a dependência química deve contar com acompanhamento a médio-longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.

Se você ou algué de sua família está enfrentando problemas com drogas a Clínica Up Life pode ajudar!!
Fones: (11) 4714-1079/ (11) 94377-7969

sexta-feira, 13 de março de 2020

DIAGNÓSTICO DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Os critérios do “Manual Estatístico e Mental de Transtornos Mentais” (4ª edição; DSM-IV), da Associação Americana de Psiquiatria, e “Classificação Internacional de Doenças” (10ª edição; CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS) são os mais comumente empregados para o diagnóstico dos transtornos relacionados ao uso de substâncias.
Variados questionários de autopreenchimento (tais como ASSIST, CAGE, AUDIT) e testes sanguíneos também têm sido empregados, em contexto clínico, com tais fins, mas não podem ser considerados como substitutos de uma cuidadosa entrevista clínica. Existem ainda alguns exames (marcadores biológicos) que são indicadores fisiológicos da exposição ou ingestão de drogas, e podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento.
No caso do álcool, por exemplo, é possível citar o alanina aminotransferase (ALT), volume corpuscular médio (VCM) e o gama-glutamiltransferase (GGT). É importante também realizar um exame físico e atentar-se a sinais e sintomas que podem auxiliar na identificação do problema, como por exemplo sintomas de abstinência, hipertensão leve e flutuante, infecções de repetição, arritmias cardíacas não explicadas, cirrose, hepatite sem causa definida, pancreatite, entre outras.
Quando o paciente é diagnosticado, é importante que além do tratamento para a dependência química, o indivíduo também tenha acompanhamento clínico para garantir a melhora de sua saúde como um todo.

Se você ou alguém de sua família está enfrentando problemas com drogas a Clínica Up Life pode ajudar!

Fones: (11) 4714-1079 / (11) 94377-7969

sexta-feira, 6 de março de 2020

SINTOMAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Alguns dos sintomas da dependência química são:
    Desejo incontrolável de usar a substância,
    Perda de controle (não conseguir parar depois de ter começado),
    Aumento da tolerância (necessidade de doses maiores para atingir o mesmo efeito obtido com doses anteriormente inferiores ou efeito cada vez menor com uma mesma dose da substância).
Sintomas de abstinência:
    Sudorese
    Tremores
    Ansiedade quando a pessoa está sob efeito da droga
Se você ou alguém de sua família está enfrentando problemas com drogas a Clínica Up Life pode ajudar!!!

Telefones: (11) 4714-1079 / (11) 94377-7969 


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

FATORES DE RISCO PARA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Determinadas características ou situações podem aumentar ou diminuir a probabilidade de surgimento e/ou agravamento de problemas com o álcool e outras drogas. Essas situações são conhecidas como fatores de risco e proteção.
No entanto, os fatores de risco não são necessariamente iguais a todos os indivíduos e podem variar conforme a personalidade, a fase do desenvolvimento e o ambiente em que estão inseridos. Entre eles, pode-se destacar:
    Fatores de risco: genética, transtornos psiquiátricos (ex: transtornos de conduta), falta de monitoramento dos pais, disponibilidade do álcool

    Fatores protetores: religião, controle da impulsividade, supervisão dos pais, bom desempenho acadêmico, políticas sobre drogas.

Se você ou alguém de sua família está enfrentando problemas com drogas, a Clínica Up Life pode ajudar!

Telefones: (11) 4714-1079 / (11) 94377-7969

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

CAUSAS DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A dependência química é uma doença crônica e multifatorial, isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais. Muitos estudos buscam identificar características que predispõe um indivíduo a um maior risco de desenvolver abuso ou dependência. Em relação ao álcool, por exemplo, estima-se que os fatores genéticos expliquem cerca de 50% das vulnerabilidades que levam o indivíduo a fazer uso pesado de álcool - principalmente genes que estariam envolvidos no metabolismo do álcool e/ou na sensibilidade aos efeitos dessa substância, sendo que filhos de alcoolistas possuem quatro vezes mais riscos de desenvolverem alcoolismo, mesmo se forem criados por indivíduos não-alcoolistas. Além disso, fatores individuais e aspectos do beber fazem com que mulheres, jovens e idosos sejam mais vulneráveis aos efeitos das bebidas alcoólicas, o que o colocam em maior risco de desenvolvimento de problemas.
Se você ou alguém da sua família está com problemas a Clínica Up Life pode ajudar.
Telefones: 11 4714-1079/ 11 94377-7969

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

O QUE É DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A  dependência química é definida pela 10ª edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. A dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou a cocaína), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.
Se você ou alguém de sua família está enfrentando problemas como drogas, a Clínica Up Life pode ajudar!!!
Telefones de contato: (11) 4714-1079 / (11) 94377-7969

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

DEPENDÊNCIA QUÍMICA: CULPA X TRATAMENTO


Refletimos muito antes de começar este primeiro post e resolvemos escrever sobre a principal questão que se instala no seio familiar quando a necessidade do tratamento para drogas surge: CULPA!!!
Vemos por um lado familiares gastando tempo e energia tentando explicar ou descobrir seus erros e dependentes buscando encontrar culpados para a sequencia de eventos negativos que ocorrem em suas vidas.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Transtornos relacionados ao uso de álcool

O abuso, uso problemático de álcool e dependência são os transtornos comumente relacionados ao consumo de álcool. Embora comuns, são potencialmente letais, pois podem mimetizar e exacerbar as condições psiquiátricas individuais pré-existentes, podendo diminuir, em até 10 anos, a expectativa de vida das pessoas afetadas.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Os impactos do alcoolismo no meio familiar

A estrutura de uma família é baseada no bem-estar e na harmonia de todos aqueles que dela fazem parte. Quando um dos membros adoece, toda família se une para ajudá-lo na recuperação, porém, no caso de um dependente químico, essa cooperação é abalada, uma vez que, mesmo sem perceber, a família adoece junto, complicando muito mais o caso.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Alerta para o consumo de álcool pelos jovens no carnaval!


A proximidade do carnaval traz uma situação de risco que se repete ano a ano: o consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes, especialmente nos bailes e festas de rua. Alguns jovens, estimulados por colegas, têm nesse período o primeiro contato com o álcool.
Essa primeira experiência pode ser a porta de entrada para um hábito extremamente nocivo que causa dependência, com graves conseqüências para a saúde. O alerta é do médico Maurício de Souza Lima, especialista em adolescentes (herbiatra) do Hospital das Clínicas de São Paulo, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde. Situação alarmante – O médico menciona levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, segundo o qual 48,3% dos adolescentes entre 12 e 17 anos já beberam alguma vez. Desses, 14,8% bebem regularmente e 6,7% são dependentes do álcool.
Essa situação alarmante é agravada pela facilidade de acesso às bebidas alcoólicas entre os jovens brasileiros.
O uso freqüente do álcool na adolescência produz danos ao cérebro, prejudicando a memória e a aprendizagem, além de favorecer o desenvolvimento de problemas familiares, como a violência, e de uma vida sexual promíscua”, afirma o médico do HC.
Quanto mais cedo uma criança ou adolescente tiver contato com o álcool, mais chance terá de se tornar dependente”, conclui o especialista.
Fonte: Gazeta Press e http://www.alcoolismo.com.br

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O Trabalhador não pode ser demitido por dependência química!

Você sabia? O Trabalhador não pode ser demitido por dependência química!

A dependência química é caracterizada pelo aparecimento de sintomas físicos e psicológicos negativos quando há descontinuidade do uso de certas substâncias psicoativas, lícitas ou ilícitas. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE), em 2005 o abuso e dependência de substâncias psicoativas no Brasil atingia, de forma direta e indireta, mais de 50% da população.



Além de atingir pessoas de qualquer sexo e idade, a dependência química é considerada uma doença crônica – passível de controle, mas não de cura – e progressiva, porque tende a se agravar. Ela pode levar a outras enfermidades e se trata de uma doença biopsicossocial, que pode provocar alienação social, perda de emprego e separação de casais.

No trabalho, atrasos ou ausências podem ser manifestações de dependência química. Outra possibilidade é que o trabalhador compulsivamente consuma estas substâncias durante o expediente. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que o empregado que apresentar estado de embriaguez (ou outras drogas) reincidente que prejudique suas tarefas pode ser dispensado por justa causa.

Para o presidente do Sindicato dos Empregados em Escritórios e Manutenção nas Empresas de Transportes de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindeesmat), Agisberto Rodrigues Ferreira Junior, “a empresa não pode tomar nenhuma medida sem antes verificar se é um quadro de dependência, ou se é uma prática eventual”.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também recomenda que seja feita uma análise cautelosa da situação em parceria com profissionais da área médica. Se constatado o quadro de dependência, o trabalhador não pode ser demitido, devendo ser afastado de suas atividades para realizar o tratamento de saúde.

O encaminhamento necessário nesses casos é para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e não deve se dar por qualquer forma punitiva. Do empregador, o trabalhador tem o direito de receber o pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento. Depois disso, sua recuperação fica a cargo do sistema de saúde público, e ele passa a gozar do benefício previdenciário.

Relatório divulgado em 2008 pelo Ministério da Previdência Social revelou que, no país, uma pessoa é afastada do trabalho para tratar de dependência química a cada três horas. Entre as substâncias mais consumidas estão o álcool, a maconha, a cocaína e as anfetaminas. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mais informações podem ser obtidas gratuitamente pelo Disque Saúde (0800 61 1997).

Para Agisberto, “os dependentes químicos sofrem com o estigma no ambiente de trabalho. Para o Sindicato, é importante que esses trabalhadores recebam apoio médico e tratamento digno”.

Fonte: Sindeesmat

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Transtornos Psicóticos e a Dependência Química

Os transtornos psicóticos apresentam sintomas popularmente conhecidos como sinais da loucura tais como os delírios e as alucinações. A esquizofrenia é um exemplo de quadro psicótico.
A maconha pode adiantar o surgimento de esquizofrenia e psicoses. Recomendamos o artigo:

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Efeitos das Drogas Sintéticas

Imagem: banco de imagens google
As drogas sintéticas estão em alta no Brasil. Segundo o Escritório de Drogas e Crime das Nações Unidas (Unodc), entre 2008 e 2013, surgiram 350 novos tipos de drogas sintéticas no País. Batizadas por nomes esquisitos, como krokodil, pó de anjo e miau miau, essas drogas se juntam a outras mais antigas, como ecstasy e LSD, e causam preocupação nas autoridades sanitárias.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A importância da família no tratamento do dependente químico

Imagem: Google

A família é fundamental para o sucesso do tratamento da dependência química. Pensar que tudo se resolverá a partir de uma internação ou após algumas consultas médicas é uma armadilha que não polpa a mais sincera tentativa de tratamento.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Efeitos da atividade física no tratamento de dependentes químicos

A prática da atividade física está diretamente relacionada à saúde. Nesse sentido, o estudo sobre a importância da prática de atividade física como auxílio no processo de tratamento para a dependência química em pessoas de 18 a 35 anos, analisou a melhora comportamental e psicológica dos indivíduos em tratamento para a dependência química submetidos à prática da atividade física. 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Depressão e Dependência Química

Ao contrário do que se imagina, a depressão e a dependência química  estão sim ligadas! Antes de mais nada é importante deixar claro que nem todos que sofrem de depressão são ou serão dependentes, assim como os dependentes não são ou serão depressivos.
‘’A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Hoje é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a OMS.”

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Como o Alcoolismo deve ser tratado dentro das empresas?

Caros leitores,

Um grande problema que assola as empresas é o Alcoolismo. De um modo geral, as empresas que possuem um setor de produção pesado, com alto dispêndio físico, acaba levando muitos funcionários sem estrutura interna para o Alcoolismo.
Ocorre, que a demissão por embriaguez habitual ou em serviço, apesar de estar prevista na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) como justa causa, tem sido condenada pelas decisões do TST (Tribunal Superior do Trabalho) .
Por diversas vezes, já me deparei com casos semelhantes, onde as pessoas não sabem como proceder no momento em que encontram algum funcionário chegando bêbado ao serviço.  Na maioria dos casos, os colegas e supervisores advertiam o funcionário, mandando ele de volta para casa, e o dia não trabalhado era descontado de seu salário.  Quando o problema persistia, a empresa mandava o funcionário embora por justa causa.
Porém, a empresa deve enxergar o Alcoolismo de outra forma, visto que a dependência do álcool é reconhecida como doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
A recomendação é que o trabalhador seja afastado da empresa para tratamento, pois se o funcionário é doente, tem as faculdades comprometidas, este não pode ser tratado como um funcionário qualquer.  A atenção e a preocupação com seu problema deve ser atentado.
Por ser uma interpretação da lei, a jurisprudência que se forma com as decisões mais recentes do TST – de que o trabalhador alcoolista não pode ser demitido por justa causa.
Na prática, o processo que o funcionário demitido move contra a empresa pode ter de chegar até instâncias superiores para que seja dada decisão favorável ao trabalhador, fazendo com que a sentença leve anos para sair, porém as indenizações tem sido de grande valor.
A diferenciação entre o alcoolista e a pessoa que “exagerou na dose” deve ser feita por médicos e psiquiatras. Daí a importância de encaminhar o funcionário para o médico do trabalho, a fim de verificar qual a situação em que o mesmo se encontra, pois no segundo caso, a demissão pode ser feita por justa causa e a empresa estará amparada por um laudo médico, demonstrando ao juízo que não se trata de uma pessoa alcoólatra.
Sentir o cheiro de álcool e notar que o colega de trabalho está bêbado é fácil, mas identificar o dependente é tarefa para supervisores. “A pessoa que conseguirá identificar o problema é o supervisor imediato do funcionário, que vai passar tarefas e ver que ele não está conseguindo cumpri-las, atrasando-se e faltando ao serviço”, diz o psiquiatra Arthur Guerra, coordenador do grupo de álcool e drogas do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Por outro lado, pelo entendimento do TST, a empresa que oferecer tratamento também tem o direito de demitir o funcionário que se negar a participar do programa ou que voltar a apresentar os mesmos problemas após o auxílio.
Para isso, é importante que o chefe acompanhe e anotar as falhas do funcionário. Elas devem ser apresentadas ao setor de recursos humanos, que deverá abordar o trabalhador e oferecer tratamento. Além de chefes e supervisores, a família é um dos grandes aliados das empresas na hora de alertar sobre um funcionário alcoolista.
Outra abordagem que devemos nos atentar é para o caso do empregado voltar a beber, onde além de ter que pagar pelo tratamento, este poderá ser demitido se tiver quedas no rendimento, comum entre viciados. A demissão tem de apontar baixo desempenho do trabalhador.
A empresa não deve apontar a bebida como o problema do dependente de álcool. A recomendação de especialistas é que sejam apresentados os efeitos do vício no desempenho do funcionário.
A queda no rendimento, os atrasos e as faltas devem servir para mostrar que algo afeta a vida profissional.
Dentre esses fatos, o mais importante que devemos nos atentar é de que o funcionário é uma pessoa humana e que está vulnerável aos problemas sociais, econômicos, políticos, pressões, conflitos familiares, que muitas vezes os levam a busca pela bebida, onde surge a doença em si.
Portanto, identificando tratar-se de uma doença, esta deve ser tratada pela empresa antes que haja a demissão por justa causa.

ÁLCOOL E DROGAS NO AMBIENTE CORPORATIVO: A IMPORTANCIA DA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMAS DE PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO DO TRABALHADOR DEPENDENTE QUÍMICO

Drogas: Preciso de Ajuda!

Este espaço é destinado a esclarecer dúvidas sobre drogas, além de ponto de apoio para decisão da melhor maneira de abordar e tratar a dependência química

ÁLCOOL E DROGAS NO AMBIENTE CORPORATIVO: A IMPORTANCIA DA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMAS DE PREVENÇÃO E REABILITAÇÃO DO TRABALHADOR DEPENDENTE QUÍMICO

Nos últimos anos grandes mudanças estruturais nas instituições vem sendo observadas. O mundo corporativo passa por constantes mudanças para adequar-se aos novos conceitos e valores da modernidade.  A conquista de resultados de forma rápida gera uma tensão permanente nas grandes organizações, bem como em seus funcionários .
Numa cultura de aquisição de resultados e da valorização excessiva das conquistas materiais e superficiais, as pessoas buscam cada vez mais atingir metas estabelecidas pelas organizações e também suas metas pessoais, geradas dentro da mesma cultura, produzindo sobrecarga e tensão excessiva e que pode, após algum tempo, causar a fragilização do indivíduo e uma perda de sentido na vida.
Dentro deste contexto, não se pode esquecer que o trabalhador tem uma história de vida que traz como bagagem inseparável em qualquer atividade ou cargo que ocupe. Essa história contém sua própria personalidade, aspectos emocionais: traumas vividos, alegrias, recompensas, dores, lutos e perdas, cuidados e maus tratos; aspectos genéticos que incluem a história e tendência de seus antepassados para determinados comportamentos e patologias; aspectos sócioculturais: seu meio, suas conquistas na sociedade na qual vive, a demanda dessa sociedade em relação à seus membros, suas crenças e mitos sociais e ainda aspectos fisiológicos que englobam seu funcionamento como um sistema vivo, sua bioquímica cerebral, seu funcionamento adequado ou inadequado fisiologicamente.
Diante desse conjunto de comportamentos e tendências, o estresse causado pelo trabalho pode não ser o fator determinante, mas é um gatilho, um facilitador para a instalação da dependência química no meio laboral.
Atualmente, é incontestável o prejuízo significativo no ambiente de trabalho atribuído ao abuso de álcool e drogas.
Apesar de grandes corporações já possuirem programas de prenvenção e reabilitação para seus funcionários, existe ainda um grande número de empresas que não possui programas de prevenção e reabilitação no ambiente laboral e que acabam por documentar prejuízos como:
– crescente aumento de absenteísmo no quadro funcional
– elevação de taxas de acidentes de trabalho
– redução da produtividade
– elevada taxa de renovação do quadro funcional
– prejuízo nas relações interpessoais
– prejuízo na imagem da empresa
Vários obstáculos ainda inviabilizam a implantação de programas de prevenção e reabilitação no mundo corporativo:
– O mito do custo elevado acaba sendo desmistificado a partir da contabilização de menor prejuízo em amplo sentido para a empresa, confirmando que o custo do programa não só se paga como ainda dá retorno.
– O preconceito que ainda existe em torno da dependencia química. A dependência química não é falha de caráter e nem falta de vontade ou determinação. É uma doença que necessita de cuidados e tratamento.
– Para o trabalhador, participar de um programa de prevenção e reabilitação é um demérito à sua carreira e ainda gera fantasias de punição por parte da empresa.
– A visão capitalista da empresa de que somente importa metas e produção, negando a importância do potencial humano envolvido no processo ou adotando a reposição do trabalhador dependente como regra para o alcoolismo e dependência química.
E o pior dos obstáculos:
– A adoção do programa se faz para o “chão de fábrica” e exclui os executivos, membros de conselho, diretoria e presidência, quando é incontestável que a dependência química e o alcoolismo estão, por razões como estresse, pressão e competitividade, muito presentes nas amplas salas acarpetadas dos diretores e executivos e ainda, o prejuízo causado por um executivo dependente químico é maior, quando não irreversível.
Um programa adequado para a empresa deve ser concebido segundo as características, possibilidades e necessidades da empresa. Há fatores comuns em todos os tipos de programas implantados e bem sucedidos no mercado brasileiro.
Todos os programas visam prevenir antes de reabilitar. Compreendem uma série de ações que envolvem aspectos emocionais, sociais, familiares e pessoais do trabalhador, tratando-o e reabilitando-o de forma holística.
Na prevenção, palestras, workshops, distribuição de material e esclarecimento de dúvidas são recursos comuns em todos os programas.
Na reabilitação, entrevistas com supervisores, coordenadores e gerentes são ações que visam detectar prováveis dependentes, campanhas motivacionais onde são enfatizados os ganhos da adesão ao programa e assegurado o emprego do trabalhador são recursos importantes para o sucesso do programa. Com a identificação dos trabalhadores doentes, o encaminhamento para avaliação psiquiátrica e atendimento psicoterapêutico, a pesquisa e assistência familiar assim como o estabelecimento de um grupo de ajuda mútua ou apoio interno ou externo podem ajudar o trabalhador a quebrar o padrão do consumo abusivo de substâncias, entretanto alguns casos podem requerer uma internação como medida única cabível em alguns padrões de abuso.
A sustentação de um programa também requer a sua constante manutenção, a qual pode ser feita por um grupo de trabalhadores e pessoal de recursos humanos treinados para reuniões periódicas ou para condução de um grupo semanal de apoio, assim como um calendário de palestras semestrais ou anuais sobre o tema.
Com isto, a empresa estará investindo no potencial humano. Investir na reabilitação de um funcionário é valorizá-lo, fidelizá-lo. Um funcionário recuperado “vestirá a camisa da empresa” e com isto demonstrará sua gratidão.
Outros ganhos para empresa seguirão:
– redução da taxa de absenteísmo
– Queda no índice de acidentes de trabalho
– Aumento de produtividade
– Fidelização do funcionário reabilitado
– Aumento de solidariedade no ambiente laboral
– Valorização do funcionário
– Valorização e melhora na imagem da empresa no ambiente interno e externo
– Baixa rotatividade no quadro funcional
– Melhora no clima organizacional
– Redução do preconceito interno e externo.
Várias empresas têm documentado e contabilizado ganhos a partir da implantação de programas de prevenção e reabilitação em Dependência Química. Pode-se inclusive contabilizar ganhos além do ambiente corporativo, pois a reabilitação de funcionários implica também em:
– Redução da taxa de mortalidade precoce devido ao alcoolismo, dependência química e comorbidades.
– Redução do custo governamental com tratamentos e reabilitação, possibilitando viabilizar verbas para outros fins.
– Redução de custos de aparatos judiciais, policiais mantidos pelo governo para combate ao tráfico e uso de drogas
– Redução de custos econômicos e outros com a manutenção do sistema prisional para traficantes e consumidores de drogas.
– Substituição de uma possível carreira criminal por carreira profissional.
– E o mais importante: a inserção ou devolução desse trabalhador como um cidadão capacitado no seu meio.
As empresas têm responsabilidade social por seus trabalhadores e precisam expandir e ampliar suas ações para que tal atributo tenha efeito na sua comunidade. Prevenir e reabilitar é uma responsabilidade social.
Baseado no Artigo publicado por Olivan Liger de Oliveira